terça-feira, 19 de julho de 2016

Para Sarah e Pedro


Oi Sarinha, bem vinda dos meus sonhos. 

Te vejo tão pequena embrulhada nestes panos que nem sei encaixar-te em meu peito. E quando consigo, ops, lá vai Sarinha.

Vai correndo pelo quintal e nem parece que foi ontem que ainda engatinhava pela casa. 
Corre, pula, sobe na árvore, eita menina sapeca. E quando penso em cantar ciranda vc diz: "Papai, isso é coisa de criança".

E se foram apenas alguns momentos e já sabe ler, escrever, contar e multiplicar os anos em seu sorriso. Hora sem o dente da frente, hora sem o canino. Aparelho depois do tombo da bicliceta e quando vê, lá se foi o siso.

Juízo Sarinha. Meia noite em casa, pois já estou velho para sair pela madrugada.
Morro de ciúmes dessa moçada que te rodeia. Olha a saia curta, precisa sair assim dessa maneira?

Não chore Sarinha. Lágrimas em vão. Você merece coisa melhor, alguém que te ame como eu amo a tua mãe.

Aliás, ela perguntou se chega para o jantar. Vai ficar doente se não comer e só estudar.

Boa sorte Sarinha, você vai conseguir. Nem bem passou no vestibular e já te preparar para partir. 

Quando jovem, eu também fui estudar em outro país. Você vai gostar, mas não venha com essa hitória de noivar. Você está muito nova.

Vá ser feliz, Sarinha. Quando vem nos visitar? Sua mãe quer que venha para o Natal, está com saudade do Pedrinho. O seu irmão que não veio, nos alegra como netinho.

E eu o vejo tão pequeno embrulhado nestes panos que nem sei encaixá-lo em meu pranto. E quando consigo, ops, lá vai Pedrinho...  

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