quinta-feira, 26 de junho de 2014

Entre mim e ela


Hipnose 1 - A primeira noite
Beijei-a matando a sede que acumulei depois de atravessar o oceano, pois fora lá, das ifris dos fenícios, que a desejei pela primeira vez. Entreguei-me àquele beijo como quem entrega seu corpo ao léu, ao caos.
O vinho daquela noite apenas aumentara a minha sede. Suas pernas cruzadas desafiavam e atacavam a minha puridade cristã que já não era casta. Não tinha pra onde fugir e também não queria. Provocado, desejei uma franca e dura invasão. Sem pudores ou castidade, pois já não era mais um Templier.
E terminamos a noite ali, com outro beijo que se repetia. Com desejo ínscio de que exalava suor e paixão. Desfalecidos. 
Pela manhã, ambos sabiam de suas loucuras e de seus desejos saciados. Eu sabia. E ela continuava a exibir a sua grandeza.

A realidade 1 – O dia seguinte
A cidade estava um caos: carros, buzinas, sirenes. O trânsito parado já provocara o atraso até o apartamento dela e aquela desconfiança de que eu poderia ser mais um entre outros cafajestes que provam apenas a melhor parte de sua presa e a deixa às hienas, era inevitável. Busquei alternativas, arrisquei uma ou outra manobra, enfim cheguei. O crepúsculo anunciava que teria pouco tempo até que seus convidados chegassem.
Curiosamente a postura de herói fora quebrada no primeiro mal estar. Pressionei a mandíbula, senti um calor subindo pela parte interna do meu tórax que descera como um gelo pela barriga. Naquele estado me retorci, respirei e toquei o interfone inutilmente, pois da sacada já me avistara e autorizara a minha entrada. A porta do elevador fechada e meu corpo procurava uma postura que aliviasse o contorcionismo inevitável. Porta aberta, ela me esperando: um sorriso e um beijo que me fez novamente refém de suas malícias.

Hipnose 2 – A segunda
Devagar corri meus olhos pelo seu corpo. A boca aberta quase não falava e o som que ouvia ecoava lentamente.
De maneira estratégica colocou-me sentado de frente a ela. Eu já não tinha mais armadura, nem fé e esperava escravizado pelos seus mandos.
Sentou-se e rastejei-me entre suas pernas expostas.  
Levantou-se e a abracei pelas costas enquanto me envolvia em seu perfume e minha mão seguia o caminho natural que a ela deveria. O cavaleiro perdera a glória e obedecia à serpente ou a Cleópatra.
Caminhou até a encosta, entregou-se à minha voracidade e obediente amei-a profundamente.



Realidade 2 – O resto de minha vida
Sou incapaz de demonstrar qualquer força contrária para não amá-la.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Os 7 Pecados Capitais

A luxúria é o maior de todos, 
por estar presente nos outros seis.

Vamos a eles:

terça-feira, 24 de junho de 2014

Gula

Devoro-te.
Por uma, duas, três noites
Sem parar.
Devoro-te.

Avareza

Guardo-te em mim.

Em meio peito, meu corpo, minha alma.

Luxúria

A sua mini-saia
Esconde o meu enorme pecado.

Ira

Que vibre
Que esquente
Que exploda:
Eu e você.



Inveja

Do batom em seus lábios.
Do suor em seu corpo.
Do desejo em seu sexo.

Preguiça

Não me peça ou implore.

Não vou sair de você.


Orgulho


Fui eu quem enchi a taça.
Fui eu quem derramei o vinho.
Fui eu quem despertei o seu desejo.
Fui eu quem ganhei os seus suspiros.