sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Tortura da sedução


O corpo é escravo da sedução,
A sedução incendeia.

O fogo arde em meu corpo
A luz cega,
A escuridão dilata.

A alma presa
Só precisa voar.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Entre mim e ela


Hipnose 1 - A primeira noite
Beijei-a matando a sede que acumulei depois de atravessar o oceano, pois fora lá, das ifris dos fenícios, que a desejei pela primeira vez. Entreguei-me àquele beijo como quem entrega seu corpo ao léu, ao caos.
O vinho daquela noite apenas aumentara a minha sede. Suas pernas cruzadas desafiavam e atacavam a minha puridade cristã que já não era casta. Não tinha pra onde fugir e também não queria. Provocado, desejei uma franca e dura invasão. Sem pudores ou castidade, pois já não era mais um Templier.
E terminamos a noite ali, com outro beijo que se repetia. Com desejo ínscio de que exalava suor e paixão. Desfalecidos. 
Pela manhã, ambos sabiam de suas loucuras e de seus desejos saciados. Eu sabia. E ela continuava a exibir a sua grandeza.

A realidade 1 – O dia seguinte
A cidade estava um caos: carros, buzinas, sirenes. O trânsito parado já provocara o atraso até o apartamento dela e aquela desconfiança de que eu poderia ser mais um entre outros cafajestes que provam apenas a melhor parte de sua presa e a deixa às hienas, era inevitável. Busquei alternativas, arrisquei uma ou outra manobra, enfim cheguei. O crepúsculo anunciava que teria pouco tempo até que seus convidados chegassem.
Curiosamente a postura de herói fora quebrada no primeiro mal estar. Pressionei a mandíbula, senti um calor subindo pela parte interna do meu tórax que descera como um gelo pela barriga. Naquele estado me retorci, respirei e toquei o interfone inutilmente, pois da sacada já me avistara e autorizara a minha entrada. A porta do elevador fechada e meu corpo procurava uma postura que aliviasse o contorcionismo inevitável. Porta aberta, ela me esperando: um sorriso e um beijo que me fez novamente refém de suas malícias.

Hipnose 2 – A segunda
Devagar corri meus olhos pelo seu corpo. A boca aberta quase não falava e o som que ouvia ecoava lentamente.
De maneira estratégica colocou-me sentado de frente a ela. Eu já não tinha mais armadura, nem fé e esperava escravizado pelos seus mandos.
Sentou-se e rastejei-me entre suas pernas expostas.  
Levantou-se e a abracei pelas costas enquanto me envolvia em seu perfume e minha mão seguia o caminho natural que a ela deveria. O cavaleiro perdera a glória e obedecia à serpente ou a Cleópatra.
Caminhou até a encosta, entregou-se à minha voracidade e obediente amei-a profundamente.



Realidade 2 – O resto de minha vida
Sou incapaz de demonstrar qualquer força contrária para não amá-la.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Os 7 Pecados Capitais

A luxúria é o maior de todos, 
por estar presente nos outros seis.

Vamos a eles:

terça-feira, 24 de junho de 2014

Gula

Devoro-te.
Por uma, duas, três noites
Sem parar.
Devoro-te.

Avareza

Guardo-te em mim.

Em meio peito, meu corpo, minha alma.

Luxúria

A sua mini-saia
Esconde o meu enorme pecado.

Ira

Que vibre
Que esquente
Que exploda:
Eu e você.



Inveja

Do batom em seus lábios.
Do suor em seu corpo.
Do desejo em seu sexo.

Preguiça

Não me peça ou implore.

Não vou sair de você.


Orgulho


Fui eu quem enchi a taça.
Fui eu quem derramei o vinho.
Fui eu quem despertei o seu desejo.
Fui eu quem ganhei os seus suspiros. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Entrega

Era apenas um homem que me apareceu de repente
Gentil, divertido, atraente.
Li por entre seus olhos os segredos de uma mulher
Fascinante, o desejo a me tolher.

Gostava de abraço, dei meus braços,
Senti o coração, no mesmo compasso.
Vibrou a alma, arrepiou a pele
E agora quer que eu me entregue.

Virou um vício, o maior de todos,
Dos que guardo em segredos dos tolos.
Segredos que não posso revelar

Sem saber se um dia vai me amar.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

23 minutos

Abraço não é um junção de braços. 
Abraço é aço é corpo no regaço.

Dois braços não se resumem em abraço.
Abraço é corpo, pele, contato.

Um abraço instantâneo é válido
Mas acaba quando afasto.

Abraço pra ser bom
Tem que sugar o cansaço.
Tem que ir além dos braços
Tem que envolver o mundo.

Abraço de verdade
Tem que ter 23 minutos.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Só me chamar...

A delícia de amar não é você
É seu cuidado, seu carinho, seu jeito.
A delícia de amar não é você
É seu sorriso, seu olhar, seu cheiro.
A delícia de amar não é você
É seu abraço, sua pele, seu beijo.

A delícia de amar é tudo isso
Um conjunto de sentimentos
Que misturado me atiço
E me ardo em desejos.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Conjungação

Saudade de quem nunca foi (verbo “ser”)

Saudade de quem nunca esteve (verbo “amar”)


Saudade de quem já se foi (verbo “ir”)

Sem nunca ter chegado (verbo “ficar”).