sábado, 18 de junho de 2011

Dúvida, Dívida, Dádiva.

Se você não tem o hábito, crie.

Poesia se lê com hábito,
Não tenha dúvida.

Não aumente essa dívida consigo.
Saber ler uma poesia é uma dádiva.



Inspirado no livro de Edilamar Galvão - Dúvida, Dívida, Dádiva. São Paulo: Ed. do Autor, 2009.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Castigo de um anjo

Depois da benção o pecado se vai
E eu me fui.

O pecador, o tentador, o maquiavélico inconseqüente
Exorcizado depois da benção.
Mas qual foi o mal, deste anjo caído?
Foi cair.

Bateu meu coração, ferveu o meu sangue, explodi.
Vi o seu regresso depois da minha morte
Foram anos vagando sem a sua luz até descobrir o seu sorriso.
Era o mesmo, que me fez ressuscitar e acreditar que nunca tinha morrido.


Então ganhei asas
Cantei ao amanhecer
E ao lhe deixar para reencontrar logo ali
Logo depois.

Esqueci que era apenas um anjo
E caído fui expulso, expurgado
Diluído pela água benta.

O pecador, tentador, o maquiavélico inconseqüente
Exorcizado depois da benção.
E meu único mal
Foi amar você.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Quem sou eu, e quem é você, nesta história eu não sei dizer (L.J)

Ou se tem uma personalidade forte, ou não se tem personalidade. Sabe qual é a sua, se é que tem?

Rispidez não é sinônimo de personalidade, mas de má educação. Um jeito ogro ou covarde, a mesma coisa. Complexo de inferioridade, melancolia bucólica, tardes vazias em salas de estar, em um fim do tédio, não há personalidade que se forme.

Eu sou um tanto assim, dosado disso com um pouco daquilo, mas sem covardia ou violência. Gosto do que gosto em doses cavalares, não suporto homeopatia. Sou o que se pode de chamar de intenso, no amor, no sexo, na carne a na alma. Sou visceral.