domingo, 12 de setembro de 2010

De repente ela surgiu.
Do nada.

Parecia que nunca mais surgiria, como surgira em uma noite de reveillon.
Linda; dourada; atrás dos montes cercados por estrelas que quase se ofuscavam com seu brilho.
Foi a Lua Cheia mais cheia de graça, de ternura, de emoção já vista. Já sentida. Já amada.

E foram tantas noites de suspiros, de calor, de emoção dos corpos sob a Lua e sobre a Lua. Suor... boca sedenta.. corpos em desejo... pura emoção.
Mas ela se foi.

O sol apareceu, a fase mudou e o planeta girou.
Um novo calendário, uma nova festa. Outros montes, outras estrelas, mas nunca a mesma lua.

De repente ela surgiu.
Do nada.
Parecia que nunca mais surgiria. Mas surgiu.
Provocou ressaca nos mares e maré baixa na praia.

Olhei encantado.
Pus meus pés na areia e hipnotizado caminhei na direção dela.
Nunca se soube o que aconteceu. Apenas caminhei.